"O Livro dos Dias"

"Ausente o encanto antes cultivado - Percebo o mecanismo indiferente - Que teima em resgatar sem confiança - A essência do delito então sagrado... - Este é o livro das flores - Este é o livro do destino - Este é o livro de nossos dias - Este é o livro de nossos amores."

Nome: Erika Lima
Local: Piracicaba, São Paulo, Brazil

Quem sou eu?... Eu vivo me perguntando isso e sabe que até hoje não descobri a resposta...

Sexta-feira, Março 21, 2008

Novo momento!!

Olá!!!

Como podem ver, apaguei os textos anteriores que existiam (com exceção do que se encontra anterior a este post, pois já faz parte do novo projeto para este blog)... Isso se dá pelo fato de que esse blog não trará mais assuntos pessoais. Vou tentar expor apenas idéias observados em minha vida acadêmica como aluna e como atual professora de ensino médio. Será sim, algumas vezes, um desabafo em relação a desordem que as instituições vivem hoje. Além de trazer também opiniões minhas sobre textos lidos, frases ditas ou escritas. E por fim, pensamentos sobre minha própria vivência como aluna de Kung Fu, onde possui uma vasta história para ser estudada e analisada, deixo claro, entretanto, que tais estudos ou análises que venha a comentar aqui nada mais são do que observações de uma simples aluna...
Por fim, espero que todos gostem da mudança... Espero também ser mais presente com meus textos do que era antes quando este blog servia basicamente como um diário.

Um Abraço para todos!!!

Segunda-feira, Outubro 15, 2007

Uma possível visão para a Educação!

É no estranhamento do que nos é apresentado no cotidiano, que iniciamos a nossa busca pelo conhecimento.
A idéia de cotidiano nos representa como seres autômatos, capazes apenas de executar o que nos foi programado. Inadvertidamente passamos a observar e buscar sentidos inadequados para nossa existência.
No mito da caverna de Platão é perceptível a idéia de negação constante do ser, que acorrentado é capaz de ver apenas sombras, de “ver” o irreal. Nós somos como tais seres, acorrentados a uma vida de frivolidade. Incapazes de distinguir imagem de simulacro, pois essa é apenas uma simples dissimulação da essência.
E Platão nesse aspecto acaba sendo implacável contra os artistas, não por qualifica-los, mas sim por buscarem apenas imitar o aparente, as obras artísticas nada mais são do que substratos da verdade, são delas que surgem as sombras, as marionetes na caverna. E vivendo dessa visão do ilusório, do sensível, é que nos perdemos na ignorância. Mas como explicado no livro A Polifonia da Razão, Platão não associa esse termo a palavra grega agnoia (desconhecimento), mas em amathia (cegueira, vontade de não ver). Onde, mesmo libertos, na tentativa de trazer a verdade aos outros, não se possibilitaram desprender da “desrazão”, vivendo em sua ingenuidade uma “realidade aparente”.
É nesse sentido que percebemos que o conhecimento caminha em direção contrária. Devemos arrebentar as amarras que nos aprisionam e, como dissemos inicialmente, isso somente poderá ser feito através do estranhamento. Tal condição trás em nós a dúvida e conseqüentemente a objetivação pela verdade. Todo homem almeja a verdade. A educação está presente neste meandro para mostra-se como objeto, como única alternativa a ser percorrida para que o homem alcance sua essência. A educação está entre a luz e a sombra na caverna do mito de Platão, ela é o meio. Educar é ter a percepção do real, é o ser que já ofuscou-se com a luz, com o conhecimento e agora retorna o caminho para mostrar, aos que ainda estão “cegos”, a verdade.
Desta forma gostaria de terminar, acrescentando uma frase que este presente neste livro que me chamou atenção e diz assim: “faz-me ver a que ponto era vão aquilo que eu tomava até então, como o saber”.
Possamo-nos então, como “iniciados” constantemente perceber, diferenciar e buscar a correta educação.